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JEJUM INTERMITENTE EM PACIENTES SUBMETIDOS À CIRURGIA BARIATRICA


Por Ceres | Publicado dia 26/09/2017 ás 01h33 - Atualizado em 23/10/2017 ás 09h18

O termo jejum intermitente se aplica a períodos de abstinência voluntária de alimentos e/ou líquidos e no dia dessa pesquisa, Dr. Google buscou mais de 397.000 resultados para esse termo. Do mesmo modo, a literatura científica também está interessada no benefício metabólico dessa restrição, porém, os artigos apontam a necessidade de uma investigação rigorosa. Ou seja: é promissor, porém precisamos estudar muito, muito mais.

            Em uma recente revisão sobre o tema, ficou evidente a melhora de parâmetros metabólicos, risco de desenvolvimento de obesidade e de comorbidades associadas com a obesidade como esteatose hepática, diabetes e câncer, mas em roedores! Em geral, o jejum intermitente não é nocivo para adultos com peso normal, sobrepeso ou obesidade e parece resultar em perda de peso significativa.

Entre os inúmeros protocolos utilizados, temos:

  1. Jejum de dias alternados: 24h com alimentação, 24h sem alimentação;
  2. Jejum modificado: permite o consumo de 25% das calorias totais em dias de jejum, geralmente com restrição de 2 dias não consecutivos e 5 dias com alimentação normal – 5:2;
  3. Alimentação com restrição de tempo: permite o consumo de uma quantidade normal de calorias em um determinado momento do dia. Comumente 16:8h.

Protocolos de jejum com dia alternado parecem resultar em perda de peso associado a redução da glicemia e glicose sanguíneas, porém leva a fome intensa, que o inviabiliza a prescrição.

            No final das contas, a perda de peso induzida pelo jejum intermitente não é maior do que a perda de peso induzida por restrição calórica continua.

            E para pacientes bariátricos?

            Nesse momento vamos dividir a população em pacientes recém-operados, que ainda estão na fase de perda de peso e em pacientes tardios.

            No grupo de pacientes recém operados, ocorre com grande frequência episódios de hipoglicemia, uma vez que há uma melhora substancial da resistência à insulina após a cirurgia. Um dos modos a se evitar a hipoglicemia, é manter a constância da alimentação, então aquela clássica da nutrição de comer a cada 3h, optar por alimentos fonte de fibra e/ou proteína deve ser respeitada. Esse processo envolve também a reeducação alimentar necessária para a manutenção do peso perdido. Ficar muitas horas sem comer pode levar à compensação no momento da próxima refeição. Essa compensação geralmente é com base em alimentos com calorias vazias e no momento da refeição, a fome vai ser tão absurda que o paciente não vai lembrar da necessidade da mastigação, e o que acontece? O famoso entalo. Pensando ainda na restrição alimentar provocada pela cirurgia: não faz sentido restringir ainda mais a ingesta alimentar sendo que o paciente vai perder peso decorrente da cirurgia. Então operou e logo em seguida quer optar pelo jejum intermitente? Não é indicado.

            Agora sobre os pacientes com anos de cirurgia: tudo depende. Se o paciente não tem episódios de hipoglicemia, não tem dumping, consegue ficar um tempo sem se alimentar e não sente nenhum desconforto – dor de cabeça, náusea, fraqueza, irritação;  não tem episódios compulsivos, se não há compensação na próxima refeição, se os exames laboratoriais estão adequados, se a janela de alimentação vai suprir suas necessidades, se ele está utilizando a suplementação vitamínica-mineral corretamente, podemos pensar em um protocolo 16:8h. Vamos imaginar um paciente que não tem hábito de fazer café da manhã. Podemos colocar a sua primeira refeição ao meio dia e a última refeição as 20h.

Importante lembrar sempre que cada paciente é único, a consulta nutricional e a prescrição são individualizadas. Jamais faça a dieta do seu vizinho/amigo. Alimentação é coisa séria! Nutrição é com nutricionista! Ainda mais quando se trata de um paciente que deve manter um acompanhamento nutricional por ter passado por um procedimento cirúrgico onde a digestão e absorção são diferentes.

 

 

Tamires Precybelovicz, é nutricionista da Clínica Caetano Marchesini.

 

 


Resultado

SEU IMC ESTÁ ENTRE:

Menor que 17

Segundo a fórmula de Quetelet (IMC) seu peso está abaixo da normalidade. Muitas vezes é necessário complementar esta conta com um exame de bioimpedância. A bioimpedância é capaz de segmentar seu corpo calculando a quantidade de gordura e músculos. Na clínica dispomos deste exame em equipamento de última geração.

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Entre 17 a 18.50

Segundo a fórmula de Quetelet (IMC) seu peso está abaixo da normalidade. Muitas vezes é necessário complementar esta conta com um exame de bioimpedância. A bioimpedância é capaz de segmentar seu corpo calculando a quantidade de gordura e músculos. Na clínica dispomos deste exame em equipamento de última geração.

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Entre 18.5 e 25

Segundo a fórmula de Quetelet (IMC) seu peso está dentro da normalidade. Muitas vezes é necessário complementar esta conta com um exame de bioimpedância. A bioimpedância é capaz de segmentar seu corpo calculando a quantidade de gordura e músculos. Na clínica dispomos deste exame em equipamento de última geração.

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Entre 25 e 29,99

Seu IMC representa o sobrepeso. Para esta faixa de excesso de peso, o tratamento é apenas clínico . Geralmente, mudanças nos hábitos alimentares com orientação nutricional e controle da ansiedade com acompanhamento psicológico e, algumas vezes, psiquiátrico é recomendado. E finalmente, não esquecer da importância da atividade física para ajudar a aumentar o gasto calórico, levando a uma perda de peso maior e duradoura.

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Entre 30 e 34,99

Seu IMC representa uma Obesidade Grau I . Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica esta faixa de excesso de peso não poderá se beneficiar com a cirurgia. Atualmente o tratamento de escolha é o Balão Intragástrico associado à um acompanhamento mensal com equipe multidisciplinar. A aderência a este tratamento pode levar a perda de peso em média de 15 a 25 Kg em 6 meses.

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Entre 35 e 39,99

Seu IMC representa uma Obesidade Grau II. Nesta faixa de peso, pessoas com doenças associadas à obesidade como pressão alta, diabetes ou pré-diabetes, doenças articulares ou de coluna, apnéia do sono grave, colesterol alto são indicativos de cirurgia bariátrica. Para saber se este é o seu caso precisa fazer exames específicos.

Você tem alguma doença associada ?

Sim                        Não

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Maior que 40

Seu IMC representa Obesidade Mórbida. Atualmente não existe tratamento mais efetivo do que a cirurgia bariátrica para esta faixa de obesidade. A taxa de pacientes tratados clinicamente que voltam a engordar em dois anos com IMC acima de 40 chega a 92%.

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