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SBCBM DEFENDE MEDIDAS EMERGENCIAIS PARA CONTER AVANÇO DA OBESIDADE NO BRASIL


Por Ceres | Publicado dia 19/04/2017 ás 03h54 - Atualizado em 25/06/2017 ás 07h23

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) considera o crescimento da obesidade no Brasil nos últimos dez anos um dos maiores problemas de saúde pública da atualidade.

Os dados divulgados, nesta semana (17/04), pelo Ministério da Saúde apontam que a prevalência da obesidade entre a população brasileira passou de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016, atingindo quase um em cada cinco brasileiros. As informações integram a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) realizada em todas as capitais do país.

Entre as medidas propostas como emergenciais pela diretoria da SBCBM estão a criação de bases nacionais de enfrentamento da obesidade, atuação na prevenção infantil e estímulo a prática esportiva, no tratamento terciário de adultos obesos e, inclusive, na implementação em larga escala de centros de cirurgia bariátrica.

“É necessário um trabalho conjunto de toda a sociedade para frearmos esta epidemia que a obesidade se tornou em todo o mundo e, especialmente, no Brasil”, declarou o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), cirurgião do Paraná, Caetano Marchesini.

Para ele, os dados que apontam o crescimento do diagnóstico médico de diabetes, que passou de 5,5% em 2006 para 8,9% em 2016 e de hipertensão de 22,5% em 2006 para 25,7% em 2016, são ainda mais alarmantes.

“Os custos com as doenças associadas à obesidade sobrecarregam o sistema público de saúde, oneram a iniciativa pública e privada, já que reduzem a capacidade de trabalho, e custam R$ 488 milhões todos os anos aos cofres públicos. Dados do próprio Ministério da Saúde indicam ainda que 25% desse valor destina-se a pacientes com obesidade mórbida, os quais custam cerca de 60 vezes mais do que uma pessoa obesa sem gravidade”, completou Marchesini.

EXCESSO DE PESO E OBESIDADE – A pesquisa Vigitel também mostrou que obesidade aumenta com o avanço da idade. Mas mesmo entre os mais jovens, de 25 a 44 anos, atinge indicador alto: 17%. Excesso de peso também cresceu entre a população. Passou de 42,6% em 2006 para 53,8% em 2016. Já é presente em mais da metade dos adultos que residem em capitais do país.

O cirurgião bariátrico do Rio de Janeiro, Fábio Viegas, vice-presidente Societário da SBCBM, acredita que os resultados da pesquisa retratam uma situação que vem sendo alertada e prevista desde o início do século.

“O Brasil acordou hoje com a informação de que estamos vivendo uma epidemia de obesidade. No entanto, o grande problema da obesidade é que as doenças a ela associadas podem matar. A hipertensão arterial e o diabetes, duas das mais lesivas patologias que podem acometer o ser humano, são exemplos. Além disso, outro fator preocupante está na faixa socioeconômica que a obesidade atinge”, destacou Fábio Viegas. Ele reforça a importância de campanhas de prevenção, do incentivo à prática de atividades físicas e de campanhas nacionais de enfrentamento à obesidade. “Apenas com o esforço de todos teremos sucesso, caso contrário, no futuro teremos uma sociedade de doentes crônicos”,  completou Viegas.

Hábitos Alimentares – A mudança de hábitos alimentares também está sendo associada ao aumento de peso da população. Os dados da pesquisa apontam a redução no consumo regular de feijão de 67,5% em 2012 para 61,3% em 2016. E o consumo de frutas e hortaliças por apenas 1 entre 3 adultos.

Para o vice-presidente Médico da SBCBM, cirurgião da Bahia Dr. Marcos Leão, reduzir a obesidade no Brasil é uma meta que já supera o desafio de erradicar a fome e a desnutrição.

“Mais da metade da população brasileira está acima do peso, consequência dos péssimos hábitos de vida de boa parte dos brasileiros”, disse o Dr. Marcos Leão.

O médico reitera que o quadro atual mostra a transição alimentar no Brasil, que antes era a desnutrição e agora está entre os países que apresentam altas prevalências de obesidade. “E o mais grave é que as taxas de obesidade e sobrepeso são maiores entre as pessoas com menor acesso a educação e renda salarial mais baixa”, demonstrou Leão.

Por outro lado, o cirurgião baiano ressaltou que não existem investimentos suficientes para o tratamento conservador da obesidade, especialmente entre a população de baixa renda. “A cirurgia bariátrica, no entanto, continua sendo a única ferramenta eficaz para tratar em definitivo a obesidade grave, mas infelizmente ainda é um tratamento pouco acessível à maioria da população que precisa”, pondera Leão.

Prevenção - A nutricionista, Lorraine Ferraz, integrante do núcleo de Saúde Alimentar da Comissão de Especialistas Associados (COESAS) da SBCBM, diz que a alimentação saudável é uma grande aliada na prevenção da obesidade e na melhora da qualidade de vida.

“Não são necessárias fórmulas mágicas e nem alimentos milagrosos, como muitos ainda buscam equivocadamente. A redução no consumo de alimentos industrializados e o incentivo a prática de descascar mais e desembalar menos, deve ser o foco”, defendeu Lorraine.

A nutricionista orienta a manutenção diária do consumo de hortaliças e frutas, pois além de fornecerem vitaminas e minerais, possuem componentes bioativos que são altamente benéficos ao organismo. “Não podemos esquecer das fontes de proteínas, gorduras boas e dos carboidratos complexos (os integrais de preferência)”, explica.

Ela explica que um prato balanceado deve ser formado metade por verduras e legumes, um quarto de carboidratos de boa qualidade e um quarto de proteínas.

Para atingir estas recomendações o ideal é manter um planejamento adequado, incluindo compras programadas ao mercado, pré-preparo de pequenos lanches para levar para o trabalho/escola, manter saladas prontas em casa, dentre outras medidas.  “A falta de opções saudáveis faz com que as pessoas acabem optando por refeições inadequadas, ricas em gorduras ruins e carboidratos simples”, finaliza.


Resultado

SEU IMC ESTÁ ENTRE:

Menor que 17

Segundo a fórmula de Quetelet (IMC) seu peso está abaixo da normalidade. Muitas vezes é necessário complementar esta conta com um exame de bioimpedância. A bioimpedância é capaz de segmentar seu corpo calculando a quantidade de gordura e músculos. Na clínica dispomos deste exame em equipamento de última geração.

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Entre 17 a 18.50

Segundo a fórmula de Quetelet (IMC) seu peso está abaixo da normalidade. Muitas vezes é necessário complementar esta conta com um exame de bioimpedância. A bioimpedância é capaz de segmentar seu corpo calculando a quantidade de gordura e músculos. Na clínica dispomos deste exame em equipamento de última geração.

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Entre 18.5 e 25

Segundo a fórmula de Quetelet (IMC) seu peso está dentro da normalidade. Muitas vezes é necessário complementar esta conta com um exame de bioimpedância. A bioimpedância é capaz de segmentar seu corpo calculando a quantidade de gordura e músculos. Na clínica dispomos deste exame em equipamento de última geração.

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Entre 25 e 29,99

Seu IMC representa o sobrepeso. Para esta faixa de excesso de peso, o tratamento é apenas clínico . Geralmente, mudanças nos hábitos alimentares com orientação nutricional e controle da ansiedade com acompanhamento psicológico e, algumas vezes, psiquiátrico é recomendado. E finalmente, não esquecer da importância da atividade física para ajudar a aumentar o gasto calórico, levando a uma perda de peso maior e duradoura.

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Entre 30 e 34,99

Seu IMC representa uma Obesidade Grau I . Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica esta faixa de excesso de peso não poderá se beneficiar com a cirurgia. Atualmente o tratamento de escolha é o Balão Intragástrico associado à um acompanhamento mensal com equipe multidisciplinar. A aderência a este tratamento pode levar a perda de peso em média de 15 a 25 Kg em 6 meses.

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Entre 35 e 39,99

Seu IMC representa uma Obesidade Grau II. Nesta faixa de peso, pessoas com doenças associadas à obesidade como pressão alta, diabetes ou pré-diabetes, doenças articulares ou de coluna, apnéia do sono grave, colesterol alto são indicativos de cirurgia bariátrica. Para saber se este é o seu caso precisa fazer exames específicos.

Você tem alguma doença associada ?

Sim                        Não

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Maior que 40

Seu IMC representa Obesidade Mórbida. Atualmente não existe tratamento mais efetivo do que a cirurgia bariátrica para esta faixa de obesidade. A taxa de pacientes tratados clinicamente que voltam a engordar em dois anos com IMC acima de 40 chega a 92%.

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