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ACOMPANHAMENTO MULTIDISCIPLINAR


Acompanhamento do Cirurgião

Nós temos por hábito acompanhar nossos pacientes por períodos cada vez mais espaçados conforme esquema abaixo:

1. Diariamente durante o internamento hospitalar.

2. Uma semana depois da cirurgia, quando são retirados os pontos e tiramos as dúvidas finais quanto a dirigir, atividade física, retorno às atividades de trabalho, etc.

3Com 30 dias da data da cirurgia. Para verificar se as dietas estão evoluindo bem e se está fazendo uso adequado das vitaminas.Geralmente é quando liberamos qualquer tipo de atividade física (logicamente se não tiver qualquer restrição física ou de saúde).

4. 90 dias depois da data da cirurgia para ver os resultados dos primeiros exames laboratoriais. Ver como está a evolução na perda de peso e se já começou a fazer atividade física.

6. É com 6 meses de pós-operatório que fazemos uma averiguação direta sobre a cirurgia através da endoscopia. Outro exame que solicitamos de rotina é a ultrassonografia1 (ecografia de abdômen). O objetivo deste exame, além de averiguar o fígado, também determinar se há pedras na vesícula biliar2. Cerca de 30% (3 em cada 10) dos pacientes submetidos à cirurgia bariátrica podem apresentar pedras na vesícula como consequência do emagrecimento acentuado. Quando presente, a vesícula deve ser retirada cirurgicamente. Deixar estas pedras pode levar a graves complicações como a pancreatite aguda ou colangite. Não existe outro tratamento para pedras na vesícula que não seja a cirurgia.

7. Nosso próximo encontro será com 1 ano de cirurgia. Onde será exatamente o ponto do seu peso mínimo atingido. Daqui para frente vamos nos ver anualmente.

É neste último encontro frequente que você deve se manter constantemente vigilante. Não esqueça que a causa da sua obesidade não estava no seu estômago. Portanto se começar a retomar antigos hábitos ou criar novos hábitos como ingestão constante de carboidratos (doces, pães, massas, etc.) procure a clínica o mais breve possível para que não haja reganho de peso.

Estes acompanhamentos são essenciais para que você tenha uma evolução boa e saudável com resultados satisfatórios.

Acompanhamento Nutricional

Você deverá permanecer com a dieta líquida por um período médio de 15 dias.

O ideal é ingerir pelo menos 200ml a cada 2 horas. Deve tomar 50ml dos líquidos prescritos a cada 30 minutos. Estes “copinhos” devem ser ingeridos de forma lenta para evitar desconforto.

Durante essa fase de dieta líquida são utilizados suplementos de proteínas em pó.

Damos preferência às proteínas do soro do leite (whey protein) de menor peso molecular, melhor e de mais fácil absorção como por exemplo o Whey Protein Isofort®, que contém 27g de proteínas por porção.

Passados esses 15 dias, além da evolução da dieta, você receberá orientação para utilizar um polivitamínico de uso diário e contínuo.

Existem vários disponíveis no mercado, mas damos preferência por aqueles que têm maior quantidade de ferro em sua fórmula.

Para as mulheres que ainda menstruam, um suplemento de ferro e ácido fólico são necessários. As demais reposições são realizadas posteriormente conforme os exames laboratoriais.

Após 1 mês da cirurgia, deverá retornar para uma consulta de rotina com o cirurgião e com a nutricionista. Nesta consulta receberá as requisições dos exames de sangue a serem realizados com três meses de pós-operatório. Estes exames são de extrema importância para avaliar se sua perda de peso está acontecendo de forma saudável.

É muito importante a análise da perda peso , identificação de alimentos que não te fazem bem, avaliação da presença de sintomas gastrointestinais e realização dos exames laboratoriais para a detecção de possíveis alterações metabólicas e nutricionais. 

No 3º mês após a cirurgia, deverá retornar trazendo o resultado dos exames solicitados na consulta anterior.

Nessa consulta receberá as requisições de novos exames laboratoriais - endoscopia digestiva alta3 e ultrassonografia de abdomem total -  a que deverão serem feitos com seis meses de cirurgia e entregues na consulta de seis meses.

Os resultados dos exames laboratoriais, da ecografia e da endoscopia são vistos na consulta de 6 meses pelo seu cirurgião.

Também nessa consulta são entregues as requisições para a consulta dos 9 meses.

A próxima consulta acontece quando completar 1 ano da data da cirurgia, período em que a perda de peso geralmente se estabiliza. As consultas passam então a ser anuais ou conforme a necessidade individual de cada paciente.

Considera-se bem sucedido o tratamento cirúrgico em que o paciente perde no mínimo 50% do excesso de peso e deixa de ser obeso mórbido ou perde um total de 35 a 40% do peso total, mantendo-se assim por pelo menos cinco anos.

Um pequeno reganho de peso, de 10% do menor peso atingido, é muito comum acontecer e é totalmente aceitável em nossa prática clínica (por ex.: chegou a 70 kg e ganhou 7 kg). Este reganho de peso geralmente acontece nos primeiros 2 anos após a cirurgia. Reganhos acima deste limite são motivo de alerta. Nesse caso você deve fazer nova avaliação com o psiquiatra, além do acompanhamento com a nutricionista.

Acompanhamento do Psiquiatra

Para algumas pessoas não basta apenas fechar a boca e fazer atividade física para emagrecer.

No caso de muitos homens e mulheres, a obesidade é uma condição que merece atenção de diversas especialidades, inclusive da psiquiatria e da psicologia. Isso porque fatores psicológicos podem levar ao aumento de peso e à obesidade.

Pessoas deprimidas têm grandes chances de ganhar peso, porque ficam sedentárias e costumam consumir mais alimentos calóricos.

O sedentarismo e o consumo desses alimentos provocam aumento de peso, desmoralização e mais depressão, em um ciclo que se perpetua. Conflitos internos também podem colaborar para que o indivíduo compense seus problemas, aumentando o consumo de determinados alimentos gordurosos e altamente calóricos, como doces e chocolates.

A ciência está comprovando que pessoas obesas têm menor saciedade e uma necessidade maior de consumir alimentos calóricos para compensar essa deficiência. Isso porque o excesso de gordura corporal libera várias substâncias tóxicas para todo o organismo, inclusive para o cérebro, provocando prejuízos às áreas que controlam a sensação de saciedade e a capacidade de resistir ao consumo de alimentos gordurosos. Não se trata apenas de não ter competência para se controlar, mas as pessoas obesas sofrem de efeitos tóxicos da obesidade sobre o cérebro, provocando alterações na maneira como elas se alimentam, pensam e se emocionam.

Tendo em vista que a obesidade é uma doença de causa multifatorial e envolve questões psíquicas, os pacientes acabam procurando as mais variadas formas de cura. Uma das soluções mais eficazes para o problema da obesidade mórbida é a cirurgia bariátrica. Em contrapartida, este tipo de procedimento cirúrgico – que muda a vida do paciente obeso de uma hora para outra – também exige um preparo psicológico e acompanhamento psiquiátrico.

Na Clínica Caetano Marchesini, encaminhamos sempre para a avaliação psiquiátrica todos os pacientes que desejam fazer a redução de estômago.

A consulta com o psiquiatra irá detectar qualquer distúrbio que possa prejudicar a boa evolução do paciente no período pré-operatório e pós-operatório. O profissional procura investigar se o candidato à cirurgia bariátrica sofre de algum transtorno por uso de substâncias químicas e outras condições psiquiátricas como depressão e transtorno bipolar. Além disso, a personalidade e o temperamento do paciente são avaliados para saber se ele tem condições mentais e emocionais para se beneficiar da cirurgia bariátrica, ou se a operação não passará a ser um problema a mais em sua vida.

O preparo para o pós-operatório imediato inclui estratégias para enfrentar as mudanças que a cirurgia causará na vida do paciente, como a privação alimentar. Já o preparo para o pós-operatório tardio visa recuperar habilidades que os pacientes deixaram de desenvolver ou interromperam devido à obesidade.

A cirurgia bariátrica é o melhor tratamento para a obesidade mórbida, mas o sucesso também depende muito da participação ativa do paciente no tratamento. Ele passará por uma mudança importante na sua maneira de viver, e o acompanhamento psiquiátrico auxilia na sua motivação e engajamento nesse processo de mudança.

Agora, se a depressão já se instalou, o melhor a fazer, além do descrito acima, é procurar ajuda profissional. Psiquiatra não é “médico de gente doida” e ele poderá identificar o problema a tempo e procurar dar um fim em todos os transtornos. O mais importante é ter sempre em mente que a sua saúde é o seu bem mais precioso, mesmo que você não use tamanho 38.

Fisioterapia depois da cirurgia

A Cirurgia Bariátrica acarreta algumas alterações respiratórias importantes.

Durante a cirurgia por vídeo é colocado gás dentro do abdomen para criar espaço para o cirurgião trabalhar. Esta expansão do abdomen faz com que o principal músculo respiratório, o diafragma, seja empurrado para cima, comprimindo o espaço que o pulmão tem para expandir, aumentando assim a tendência de se ter respirações curtas, rápidas e superficiais. Por esse motivo pode-se sentir dificuldade de realizar respirações profundas. O padrão de respiração curta é inadequado levando a um aumento do risco de “murchar” partes do pulmão, ocorrendo o que é chamado de atelectasia4.

A atelectasia por si só pode acabar gerando outros problemas pulmonares, tais como: derrame pleural (estado em que o pulmão se enche de água), acúmulo de secreção, que pode acabar evoluindo para uma infecção pulmonar (pneumonia) e até ser responsável por uma insuficiência respiratória aguda (quadro bastante grave em que há necessidade de cuidados intensivos).

Outros fatores também influenciarão diretamente a condição pulmonar, como por exemplo: a anestesia, a entubação durante a cirurgia, medo de tossir e tempo que o paciente permanece deitado. Todos esses fatores aumentarão a predisposição de acúmulo de secreção pulmonar e mais uma vez favorecendo ao desenvolvimento de uma pneumonia. 

Outro risco que devemos nos precaver é quanto à complicação vascular. Você já ouviu falar que a panturrilha (batata da perna) pode ser considerada nosso segundo coração? Isso acontece porque a musculatura das veias não é forte o suficiente para conseguir fazer com que o sangue volte para o corpo. Para que a circulação das pernas aconteça de uma forma adequada é necessário a contração dos músculos da panturrilha. Quando ficamos muito tempo sem mexer os pés, o fluxo (movimento) do sangue dentro da veia fica muito lento fazendo com que aconteça um extravasamento de liquido para fora da veia,  que se traduz como inchaço, podendo formar coágulos e desenvolver o que é chamado de Trombose Venosa Profunda (TVP). Se esse coágulo se soltar das veias das pernas pode ir para lugares críticos do corpo por exemplo: coração- causando infarto e para o pulmão - causando tromboembolismo pulmonar (TEP). De qualquer forma é uma condição extremamente perigosa e pode levar à morte.

O objetivo da Fisioterapia na Cirurgia Bariátrica é o de evitar qualquer tipo de complicação pulmonar, vascular e também manter a integridade motora para um restabelecimento rápido. Para que possamos atingir um resultado excelente é crucial sua colaboração durante todo o processo.

No pré-operatória serão realizadas avaliação pulmonar e motora e passadas todas as orientações necessárias para tentarmos prevenir as complicações conhecidas. Você receberá um aparelho chamado Respiron. Será treinado pela fisioterapeuta da Clínica Caetano Marchesini em como aproveitar ao máximo o uso dele. 

O Educador Físico

Todos sabem que a atividade física é importante para a qualidade de vida, a saúde e o bem-estar.

Mas, no caso das pessoas que passam pela cirurgia bariátrica a prática de exercício traz resultados ainda mais impressionantes. A atividade física é fundamental e seus benefícios vão muito além do emagrecimento. Por isso, a Clínica Caetano Marchesini conta com educadores físicos especializados.

Emagrecer com atividade física é muito mais do que subir numa esteira durante uma hora. Atualmente existe ciência ao redor deste objetivo. Os profissionais da Clínica Caetano Marchesini são preparados para isso e trabalham através de consultorias mensais, adaptando a programação de atividade física compatível com a realidade de cada paciente. 

Os resultados são excelentes.


Resultado

SEU IMC ESTÁ ENTRE:

Menor que 17

Segundo a fórmula de Quetelet (IMC) seu peso está abaixo da normalidade. Muitas vezes é necessário complementar esta conta com um exame de bioimpedância. A bioimpedância é capaz de segmentar seu corpo calculando a quantidade de gordura e músculos. Na clínica dispomos deste exame em equipamento de última geração.

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Entre 17 a 18.50

Segundo a fórmula de Quetelet (IMC) seu peso está abaixo da normalidade. Muitas vezes é necessário complementar esta conta com um exame de bioimpedância. A bioimpedância é capaz de segmentar seu corpo calculando a quantidade de gordura e músculos. Na clínica dispomos deste exame em equipamento de última geração.

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Entre 18.5 e 25

Segundo a fórmula de Quetelet (IMC) seu peso está dentro da normalidade. Muitas vezes é necessário complementar esta conta com um exame de bioimpedância. A bioimpedância é capaz de segmentar seu corpo calculando a quantidade de gordura e músculos. Na clínica dispomos deste exame em equipamento de última geração.

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Entre 25 e 29,99

Seu IMC representa o sobrepeso. Para esta faixa de excesso de peso, o tratamento é apenas clínico . Geralmente, mudanças nos hábitos alimentares com orientação nutricional e controle da ansiedade com acompanhamento psicológico e, algumas vezes, psiquiátrico é recomendado. E finalmente, não esquecer da importância da atividade física para ajudar a aumentar o gasto calórico, levando a uma perda de peso maior e duradoura.

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Entre 30 e 34,99

Seu IMC representa uma Obesidade Grau I . Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica esta faixa de excesso de peso não poderá se beneficiar com a cirurgia. Atualmente o tratamento de escolha é o Balão Intragástrico associado à um acompanhamento mensal com equipe multidisciplinar. A aderência a este tratamento pode levar a perda de peso em média de 15 a 25 Kg em 6 meses.

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Entre 35 e 39,99

Seu IMC representa uma Obesidade Grau II. Nesta faixa de peso, pessoas com doenças associadas à obesidade como pressão alta, diabetes ou pré-diabetes, doenças articulares ou de coluna, apnéia do sono grave, colesterol alto são indicativos de cirurgia bariátrica. Para saber se este é o seu caso precisa fazer exames específicos.

Você tem alguma doença associada ?

Sim                        Não

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Maior que 40

Seu IMC representa Obesidade Mórbida. Atualmente não existe tratamento mais efetivo do que a cirurgia bariátrica para esta faixa de obesidade. A taxa de pacientes tratados clinicamente que voltam a engordar em dois anos com IMC acima de 40 chega a 92%.

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