Como funcionam os medicamentos injetáveis para emagrecimento?

Entenda como funcionam os medicamentos injetáveis para emagrecimento, quando são indicados, e os cuidados no tratamento.
Como funcionam os medicamentos injetáveis para emagrecimento

Os medicamentos injetáveis para emagrecimento, popularmente chamados de “canetas emagrecedoras”, ganharam espaço no tratamento da obesidade e também despertaram grande interesse fora dos consultórios médicos.

Medicamentos como Mounjaro®, Ozempic® e Wegovy® passaram a ser mencionados com frequência em reportagens, redes sociais e conversas entre pessoas que desejam perder peso. Mais recentemente, a aprovação de uma caneta produzida por uma empresa brasileira ampliou ainda mais a atenção sobre o assunto.

Apesar da popularidade, ainda existem muitas dúvidas. Como funciona uma caneta emagrecedora? Todos esses medicamentos são iguais? Ozempic® e Mounjaro® são indicados para as mesmas situações? Uma pessoa que deseja perder poucos quilos pode utilizá-los? Existe risco em comprar e usar esses produtos sem avaliação médica?

Para responder a essas perguntas, é importante começar por um ponto fundamental: os medicamentos injetáveis não são soluções estéticas de uso livre. Eles fazem parte de uma estratégia médica para o tratamento de doenças específicas, como obesidade e diabetes tipo 2, e cada produto possui indicações, contraindicações e características próprias.

Os medicamentos injetáveis representam apenas uma das opções disponíveis para tratar a obesidade. Dependendo do perfil do paciente, outras abordagens também podem ser indicadas. Conheça os tratamentos para emagrecimento disponíveis e entenda quando cada um costuma ser recomendado.

Quando existe indicação adequada, esses medicamentos podem contribuir para a redução da fome, o aumento da saciedade e a diminuição da ingestão alimentar. No entanto, os melhores resultados tendem a acontecer quando o tratamento também inclui acompanhamento médico, orientação nutricional, atividade física e mudanças de hábitos que possam ser mantidas ao longo do tempo.

O que são medicamentos injetáveis para emagrecimento?

canetas emagrecedoras como funcionam

Os medicamentos injetáveis para emagrecimento são fármacos administrados por via subcutânea, geralmente por meio de dispositivos semelhantes a uma caneta.

A aplicação costuma ser feita no abdômen, na coxa ou na parte superior do braço, conforme as orientações da bula e do profissional responsável pelo tratamento. Dependendo do princípio ativo, as aplicações podem ser diárias ou semanais.

Grande parte das canetas atualmente conhecidas pertence à classe dos medicamentos que atuam em receptores de hormônios produzidos naturalmente pelo organismo, especialmente o GLP-1.

O GLP-1 participa de diferentes processos relacionados ao metabolismo e à alimentação. Entre outras funções, ele contribui para:

  • aumentar a sensação de saciedade;
  • reduzir a fome;
  • modular a liberação de insulina;
  • diminuir a liberação de glucagon quando necessário;
  • retardar o esvaziamento do estômago;
  • ajudar no controle da glicose.

Alguns medicamentos imitam ou prolongam os efeitos desse hormônio. Outros, como a tirzepatida, atuam tanto nos receptores de GLP-1 quanto nos receptores de GIP, outro hormônio envolvido na regulação metabólica.

Embora sejam frequentemente agrupados sob o nome de “canetas emagrecedoras”, esses produtos não são todos iguais. Podem apresentar princípios ativos, dosagens, mecanismos, indicações e esquemas de aplicação diferentes.

Também é necessário distinguir a indicação oficial de cada medicamento. A semaglutida, por exemplo, está presente em produtos diferentes. O Ozempic® foi desenvolvido e registrado principalmente para o tratamento do diabetes tipo 2, enquanto o Wegovy® possui indicação específica para o controle crônico do peso em pacientes que atendam aos critérios definidos em bula. (Fonte: Serviços e Informações da Anvisa)

Portanto, não basta saber qual substância está presente na caneta. É necessário considerar o produto, a dose, a indicação aprovada, as condições de saúde do paciente e os objetivos do tratamento.

Como funciona a caneta emagrecedora?

A expressão “como funciona a caneta emagrecedora” pode se referir tanto à forma de aplicação quanto à maneira como o medicamento age no organismo.

Em relação à aplicação, a caneta é um dispositivo desenvolvido para administrar uma quantidade determinada do medicamento no tecido subcutâneo. O paciente recebe orientações sobre armazenamento, preparo, locais de aplicação, troca de agulhas quando necessária e descarte correto dos materiais.

No organismo, a ação depende do princípio ativo. De maneira geral, os medicamentos mais conhecidos interferem nos mecanismos que regulam a fome, a saciedade, a digestão e o metabolismo da glicose.

Aumento da saciedade

Uma das principais ações desses medicamentos ocorre sobre os circuitos responsáveis pela percepção da fome e da saciedade.

A pessoa tende a se sentir satisfeita com uma quantidade menor de alimentos e pode permanecer saciada por mais tempo. Isso pode facilitar a redução da ingestão calórica sem depender apenas de um esforço constante para resistir à fome.

Esse efeito não significa que o medicamento “queime gordura” diretamente. A perda de peso ocorre principalmente porque se torna mais fácil reduzir o consumo de energia e manter um plano alimentar compatível com os objetivos do tratamento.

Redução do apetite

Além de aumentar a saciedade após as refeições, algumas pessoas percebem uma redução da vontade de comer ao longo do dia.

Também pode haver diminuição de pensamentos recorrentes sobre comida e maior controle diante de alimentos que antes eram consumidos em excesso. A intensidade dessa resposta varia de pessoa para pessoa.

Retardo do esvaziamento gástrico

Alguns desses medicamentos fazem com que o alimento permaneça por mais tempo no estômago. Isso ajuda a prolongar a sensação de plenitude após a refeição.

Esse efeito também explica parte dos sintomas digestivos que podem aparecer durante o tratamento, principalmente no início ou após o aumento da dose. Náusea, empachamento, refluxo, diarreia e constipação estão entre as reações que podem ocorrer.

Por esse motivo, a dose geralmente é aumentada de forma gradual, respeitando a resposta e a tolerância de cada paciente.

Efeito sobre a glicose e a insulina

Os agonistas do receptor de GLP-1 também participam do controle glicêmico. Eles podem estimular a liberação de insulina quando a glicose está elevada e reduzir a liberação inadequada de glucagon.

Essa ação explica por que alguns desses medicamentos foram inicialmente desenvolvidos para pessoas com diabetes tipo 2 e, posteriormente, estudados ou aprovados também para o tratamento da obesidade.

A perda de peso, porém, não depende apenas do controle da glicose. A atuação sobre o apetite, a saciedade e a ingestão alimentar tem papel importante nos resultados observados.

O que é semaglutida?

A semaglutida é um princípio ativo que imita a ação do GLP-1, hormônio produzido naturalmente pelo organismo.

Ela se liga aos receptores de GLP-1 e pode contribuir para o controle da glicose, a redução da fome, o aumento da saciedade e a diminuição da ingestão de alimentos.

A semaglutida possui uma ação prolongada, o que permite sua administração semanal em determinadas apresentações injetáveis.

No Brasil, ela está presente em medicamentos como:

  • Ozempic®;
  • Wegovy®;
  • Ozivy®.

Embora compartilhem o mesmo princípio ativo, esses produtos não devem ser considerados automaticamente equivalentes para qualquer finalidade.

O Ozempic® tem indicação relacionada ao tratamento de adultos com diabetes tipo 2. Em 2026, a Anvisa também aprovou uma indicação para redução de determinados riscos renais e cardiovasculares em adultos com diabetes tipo 2 e doença renal crônica. (Fonte: Serviços e Informações da Anvisa.)

O Wegovy® é indicado para controle do peso, incluindo perda e manutenção, associado à alimentação com redução calórica e ao aumento da atividade física. Em adultos, a indicação inclui pessoas com obesidade ou com sobrepeso acompanhado de pelo menos uma condição relacionada ao peso. (Fonte: Serviços e Informações da Anvisa)

Isso mostra por que a pergunta “Ozempic é bom para emagrecer?” não deve ser respondida apenas com um sim ou não.

A semaglutida pode produzir perda de peso, mas o médico precisa avaliar qual apresentação tem indicação adequada, quais são os objetivos do tratamento, quais riscos precisam ser considerados e se há outra alternativa mais apropriada.

O uso de um produto fora de sua indicação aprovada não deve ser decidido pelo paciente nem orientado por informações encontradas nas redes sociais.

O que é tirzepatida?

A tirzepatida é o princípio ativo do Mounjaro®.

Enquanto a semaglutida atua principalmente como agonista do receptor de GLP-1, a tirzepatida age nos receptores de dois hormônios:

  • GLP-1;
  • GIP.

Por esse motivo, ela é frequentemente chamada de agonista duplo de GIP e GLP-1.

Sua ação pode aumentar a saciedade, reduzir a ingestão alimentar, melhorar a sensibilidade à insulina, modular a secreção de insulina e glucagon e retardar o esvaziamento gástrico.

No Brasil, o Mounjaro® foi inicialmente registrado para o controle glicêmico em adultos com diabetes tipo 2. Em junho de 2025, a Anvisa aprovou uma nova indicação para o controle crônico do peso, incluindo perda e manutenção, em associação com dieta de baixa caloria e aumento da atividade física.

A indicação aprovada contempla adultos com:

  • IMC igual ou superior a 30 kg/m²; ou
  • IMC igual ou superior a 27 kg/m² e inferior a 30 kg/m², desde que exista ao menos uma condição relacionada ao peso, como hipertensão, dislipidemia, apneia obstrutiva do sono, doença cardiovascular, pré-diabetes ou diabetes tipo 2.

Portanto, ao perguntar se Mounjaro é bom, é preciso considerar para quem ele está sendo avaliado.

Um medicamento pode apresentar bons resultados em estudos e ainda assim não ser a melhor escolha para determinada pessoa. Histórico clínico, outros medicamentos em uso, presença de doenças associadas, tolerância aos efeitos adversos e possibilidade de acompanhamento fazem parte da decisão.

Semaglutida e tirzepatida: qual é a diferença?

A semaglutida e a tirzepatida pertencem a uma geração de medicamentos que atua sobre mecanismos hormonais relacionados à fome, à saciedade e ao metabolismo. Entretanto, não são a mesma substância.

A diferença mais conhecida está nos receptores sobre os quais agem:

Princípio ativoAção principal
SemaglutidaAgonista do receptor de GLP-1
TirzepatidaAgonista dos receptores de GIP e GLP-1

Ambas podem reduzir o apetite e favorecer a perda de peso quando existe indicação adequada. A resposta, porém, varia entre os pacientes.

Não se deve concluir que um medicamento é necessariamente melhor apenas porque apresentou maior média de perda de peso em determinado estudo. Estudos podem avaliar populações, doses, períodos e condições diferentes.

Além disso, a escolha não depende somente da quantidade de peso que potencialmente pode ser perdida. O médico também considera:

  • diagnóstico e grau da obesidade;
  • presença ou ausência de diabetes;
  • doenças cardiovasculares, renais, hepáticas ou digestivas;
  • histórico de pancreatite e outras condições relevantes;
  • medicamentos utilizados;
  • contraindicações;
  • efeitos adversos;
  • custo e possibilidade de continuidade;
  • resposta a tratamentos anteriores;
  • objetivos e necessidades individuais.

O tratamento da obesidade não deve ser reduzido a uma disputa entre marcas. O melhor medicamento é aquele que apresenta indicação adequada, segurança e possibilidade de acompanhamento para a pessoa que será tratada.

Quais são as principais canetas emagrecedoras?

A lista de medicamentos disponíveis pode mudar conforme novos registros, ampliações de indicação e lançamentos no mercado.

Entre os produtos mais conhecidos no Brasil estão Wegovy®, Mounjaro®, Ozempic® e, mais recentemente, Ozivy®. Porém, eles não possuem exatamente a mesma indicação.

MedicamentoPrincípio ativoAplicaçãoIndicação que deve ser observada
Wegovy®SemaglutidaSemanalControle crônico do peso conforme os critérios da bula
Mounjaro®TirzepatidaSemanalDiabetes tipo 2 e controle crônico do peso conforme as indicações aprovadas
Ozempic®SemaglutidaSemanalPrincipalmente diabetes tipo 2 e indicações associadas aprovadas
Ozivy®Semaglutida sintéticaSemanalDiabetes tipo 2 conforme o registro aprovado

Essa comparação ajuda a entender por que o nome popular “caneta emagrecedora” pode ser impreciso.

Um medicamento pode causar redução de peso e, ainda assim, possuir registro destinado a outra condição. O efeito observado não substitui a indicação formal nem autoriza o uso por conta própria.

Wegovy®

O Wegovy® contém semaglutida e foi desenvolvido com indicação específica para o controle do peso.

Ele é utilizado como parte de um tratamento que também inclui alimentação com redução calórica e aumento da atividade física. Não deve ser apresentado como substituto dessas medidas, mas como um recurso que pode facilitar sua execução e continuidade.

Mounjaro®

O Mounjaro® contém tirzepatida. Além de sua indicação para o diabetes tipo 2, recebeu no Brasil aprovação para o controle crônico do peso em adultos que atendem aos critérios clínicos definidos.

Sua ação combinada sobre GIP e GLP-1 interfere em mecanismos relacionados à saciedade, ao apetite e ao metabolismo da glicose.

Mounjaro é bom para emagrecer?

O Mounjaro® pode produzir resultados expressivos, mas não deve ser avaliado apenas pelo volume de quilos que alguém conhecido perdeu.

Para saber se é uma boa opção, é necessário verificar:

se há indicação;

se existem contraindicações;

se o paciente utiliza outros medicamentos;

quais doenças estão presentes;

se haverá acompanhamento;

se o custo permite continuidade;

como o organismo responde ao aumento gradual da dose.

O tratamento mais potente em média não é necessariamente o mais apropriado para todas as pessoas.

Ozempic®

O Ozempic® contém semaglutida e é frequentemente associado ao emagrecimento por causa da redução de peso observada em parte dos pacientes.

Entretanto, ele não deve ser tratado como sinônimo de qualquer tratamento com semaglutida. Sua indicação principal está relacionada ao diabetes tipo 2, com outras indicações específicas aprovadas para determinados grupos de pacientes.

A existência do Wegovy®, que também contém semaglutida, mostra como a mesma substância pode aparecer em produtos com doses, apresentações e indicações diferentes.

Ozempic é bom para emagrecer?

A pergunta mais adequada não é apenas se Ozempic emagrece, mas se essa apresentação é a opção indicada para determinado paciente.

Existem produtos com semaglutida aprovados especificamente para controle crônico do peso. Por isso, a decisão deve considerar a indicação de cada medicamento, e não somente o princípio ativo.

Usar Ozempic® apenas porque alguém teve resultado, sem avaliação das alternativas e dos riscos, não constitui um plano de tratamento seguro.

Ozivy®

O Ozivy® também contém semaglutida, mas possui uma particularidade: é a primeira caneta de semaglutida sintética análoga ao produto biológico liberada para comercialização no Brasil.

Seu registro foi publicado pela Anvisa em maio de 2026, após análise das informações de eficácia, segurança e qualidade apresentadas pela fabricante. A indicação aprovada é para o tratamento do diabetes tipo 2, e não para o emagrecimento de forma geral.

Portanto, a pergunta “Ozivy é bom para emagrecer?” exige cautela.

A presença da semaglutida pode levar à redução de peso em alguns pacientes, mas isso não transforma automaticamente o produto em um medicamento com indicação para obesidade. As condições de uso devem seguir seu registro, sua bula e a orientação médica.

Ozivy é bom para emagrecer?

Embora a semaglutida contida no Ozivy® possa influenciar o apetite e o peso, isso não significa que qualquer produto que contenha a substância tenha indicação automática para obesidade.

O uso deve respeitar o registro aprovado e a avaliação médica.

A chegada de uma caneta nacional pode ampliar o acesso à semaglutida, mas não elimina a necessidade de prescrição, acompanhamento ou análise individual.

Ozivy: a caneta emagrecedora brasileira

O aumento das pesquisas por caneta emagrecedora brasileira, canetas emagrecedoras nacionais e canetas emagrecedoras EMS está relacionado principalmente à aprovação do Ozivy®.

O medicamento foi desenvolvido pela EMS e teve seu registro publicado pela Anvisa em maio de 2026.

O Ozivy® é uma caneta de semaglutida sintética produzida no Brasil. Segundo a Anvisa, foi o primeiro produto desse tipo análogo ao medicamento biológico de referência liberado para comercialização no país. 

Isso não significa, porém, que ele seja simplesmente uma versão nacional de uma caneta indicada para qualquer pessoa que queira emagrecer.

O produto foi aprovado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2, associado à dieta e à atividade física. Portanto, embora a substância possa influenciar o peso, sua indicação oficial precisa ser respeitada.

Também é importante diferenciar um medicamento nacional registrado de fórmulas anunciadas na internet como “semaglutida manipulada”, “tirzepatida importada” ou “caneta natural”.

A aprovação de um medicamento depende da apresentação de dados sobre:

  • identidade e pureza da substância;
  • controle do processo de fabricação;
  • estabilidade;
  • eficácia;
  • segurança;
  • qualidade do dispositivo;
  • condições de armazenamento.

O fato de um produto ser anunciado com o nome de uma substância conhecida não garante que ele tenha a composição, a concentração ou a procedência informadas.

A Anvisa tem publicado diversas medidas contra canetas de origem desconhecida ou sem registro, proibindo sua fabricação, comercialização, importação, divulgação e uso. Produtos sem autorização não oferecem garantia sobre conteúdo, qualidade ou segurança.

Por isso, uma caneta nacional registrada não deve ser confundida com produtos clandestinos, sem registro ou manipulados fora das normas sanitárias e sem procedência comprovada.

Quem pode usar medicamentos injetáveis para emagrecimento?

quem pode usar caneta emagrecedora

Os medicamentos injetáveis podem ser indicados para pessoas com obesidade e, em algumas situações, para pacientes com sobrepeso acompanhado de problemas de saúde relacionados ao peso.

A decisão não deve considerar apenas quantos quilos a pessoa deseja perder. O médico avalia o índice de massa corporal, a distribuição de gordura, o histórico de tentativas anteriores, as doenças associadas, o uso de outros medicamentos e o impacto do excesso de peso sobre a saúde e a qualidade de vida.

Dependendo do produto e da indicação prevista em bula, o tratamento pode ser considerado para adultos com:

  • obesidade;
  • sobrepeso associado a hipertensão;
  • alterações do colesterol ou dos triglicerídeos;
  • pré-diabetes ou diabetes tipo 2;
  • apneia obstrutiva do sono;
  • doenças cardiovasculares;
  • outras complicações relacionadas ao excesso de peso.

Esses critérios não funcionam como uma autorização automática. Duas pessoas com o mesmo peso e a mesma altura podem apresentar necessidades clínicas diferentes.

Também é importante compreender que a obesidade é uma doença crônica e multifatorial. Ela pode envolver fatores genéticos, hormonais, metabólicos, psicológicos, sociais e comportamentais. Por isso, a prescrição de um remédio para emagrecer deve fazer parte de uma avaliação mais ampla.

Em alguns casos, mudanças no estilo de vida podem ser suficientes. Em outros, procedimentos como o balão intragástrico ou até a cirurgia bariátrica podem oferecer melhores resultados. Entenda como essas opções se complementam no artigo sobre tratamentos para emagrecimento. 

Quem deseja perder poucos quilos pode usar injetáveis para emagrecimento?

Nem sempre.

O fato de uma pessoa estar insatisfeita com o próprio peso não significa necessariamente que exista indicação para um medicamento injetável.

Usar uma caneta apenas para acelerar uma perda pequena de peso, sem diagnóstico e sem acompanhamento, pode expor o paciente a efeitos adversos sem que o benefício esperado justifique o risco.

Antes de prescrever, o médico precisa verificar se há uma condição clínica que possa ser beneficiada pelo tratamento. Também avalia se outras estratégias são suficientes naquele momento.

Pessoas com diabetes podem usar canetas emagrecedoras?

Alguns medicamentos dessa classe foram desenvolvidos ou aprovados para o tratamento do diabetes tipo 2. Outros possuem indicação específica para controle crônico do peso.

Em pacientes com diabetes, a escolha exige atenção especial porque pode ser necessário ajustar outros medicamentos, acompanhar a glicemia e reduzir o risco de hipoglicemia, especialmente quando há associação com insulina ou determinados antidiabéticos.

A indicação e a dose não devem ser copiadas do tratamento de outra pessoa.

Quem não deve usar medicamentos injetáveis para emagrecimento?

As contraindicações variam conforme o princípio ativo e o produto utilizado. Por isso, a bula e a avaliação médica precisam ser consideradas individualmente.

Entre as situações que merecem atenção estão:

  • gravidez ou tentativa de engravidar;
  • amamentação;
  • histórico pessoal ou familiar de determinadas doenças da tireoide;
  • doenças gastrointestinais importantes;
  • episódios anteriores de pancreatite;
  • problemas na vesícula biliar;
  • comprometimento renal ou hepático;
  • uso de outros medicamentos que possam interagir com o tratamento;
  • alergia ao princípio ativo ou aos componentes da fórmula.

Essa relação não substitui a avaliação médica e não deve ser interpretada como uma lista completa de contraindicações.

Algumas condições não impedem necessariamente o tratamento, mas exigem acompanhamento mais próximo, ajustes de dose ou escolha de outro medicamento.

Também é necessário informar ao médico sobre suplementos, fórmulas manipuladas, medicamentos naturais e produtos utilizados sem prescrição. Mesmo itens considerados inofensivos podem interferir na tolerância ou na segurança do tratamento.

Quais são os efeitos colaterais das canetas emagrecedoras?

Os efeitos adversos mais comuns estão relacionados ao sistema digestivo.

Eles podem surgir principalmente nas primeiras semanas ou depois de um aumento de dose. Em muitos pacientes, tornam-se menos intensos conforme o organismo se adapta.

Entre os sintomas relatados estão:

  • náusea;
  • sensação de estômago cheio;
  • redução acentuada do apetite;
  • refluxo;
  • azia;
  • dor abdominal;
  • diarreia;
  • constipação;
  • vômitos;
  • gases e distensão abdominal.

A intensidade varia. Algumas pessoas apresentam sintomas leves, enquanto outras precisam interromper ou modificar o tratamento.

A progressão gradual da dose ajuda a melhorar a tolerância, mas não elimina completamente a possibilidade de reações adversas.

Comer menos evita os efeitos colaterais?

Comer porções menores pode ajudar, especialmente quando o paciente percebe saciedade mais cedo.

Refeições muito volumosas, ricas em gordura ou ingeridas rapidamente podem piorar náusea, empachamento e refluxo. Porém, reduzir drasticamente a alimentação por conta própria também pode causar problemas.

Quando a pessoa passa a comer muito pouco, pode haver:

  • ingestão insuficiente de proteínas;
  • perda de massa muscular;
  • deficiência de vitaminas e minerais;
  • fraqueza;
  • desidratação;
  • constipação;
  • piora da disposição;
  • dificuldade para manter o tratamento.

O objetivo não é simplesmente comer o mínimo possível. A alimentação deve ser adaptada para fornecer nutrientes adequados mesmo com a redução do apetite.

As canetas emagrecedoras podem causar problemas graves?

Embora a maior parte dos efeitos relatados seja digestiva, existem eventos menos frequentes que exigem atenção médica.

Em fevereiro de 2026, a Anvisa publicou um alerta sobre o risco de pancreatite aguda associado ao uso indevido de medicamentos agonistas do receptor de GLP-1. A reação já era prevista em bula, mas a Agência destacou que o uso fora das indicações aprovadas pode aumentar a probabilidade de eventos adversos.

Dor abdominal forte e persistente, especialmente quando se irradia para as costas ou vem acompanhada de vômitos, precisa ser avaliada rapidamente. Também podem ocorrer complicações relacionadas à vesícula biliar, desidratação em razão de vômitos ou diarreia intensos e piora da função renal em pacientes suscetíveis.

O paciente deve procurar atendimento diante de sinais como:

  • dor abdominal intensa ou contínua;
  • vômitos persistentes;
  • incapacidade de ingerir líquidos;
  • sinais de desidratação;
  • redução importante da urina;
  • reação alérgica;
  • alteração significativa da visão;
  • sintomas intensos ou diferentes do esperado.

O acompanhamento médico não serve apenas para emitir a receita. Ele permite reconhecer sinais de alerta, ajustar a dose e decidir se o medicamento deve ser mantido, suspenso ou substituído.

A perda de peso acontece apenas por causa da caneta?

Não. O medicamento pode facilitar a redução da ingestão alimentar ao controlar a fome e aumentar a saciedade, mas o resultado depende de vários fatores.

Entre eles estão:

  • resposta individual ao princípio ativo;
  • dose alcançada e tolerada;
  • alimentação;
  • atividade física;
  • qualidade do sono;
  • consumo de álcool;
  • saúde emocional;
  • presença de outras doenças;
  • adesão ao acompanhamento;
  • duração do tratamento.

Algumas pessoas respondem de forma expressiva. Outras perdem menos peso ou não toleram a dose necessária para alcançar determinado resultado.

Também é possível que o peso diminua rapidamente no início e depois entre em uma fase de estabilidade. Esse platô não significa necessariamente que o tratamento deixou de funcionar. O organismo se adapta à nova condição, e o plano pode precisar ser reavaliado.

A análise deve considerar mais do que a balança. Redução da circunferência abdominal, melhora da glicemia, controle da pressão arterial, qualidade do sono, mobilidade e redução de medicamentos para doenças associadas também podem representar benefícios importantes.

Como evitar a perda de massa muscular durante o tratamento?

A redução de peso pode envolver perda de gordura e também de massa magra. Quando a ingestão alimentar cai de maneira intensa e não há estímulo muscular adequado, o risco de perder músculos aumenta.

Isso merece atenção porque a massa muscular participa da força, da mobilidade, da autonomia e do metabolismo.

Para preservar músculos durante o emagrecimento, o plano pode incluir:

  • ingestão adequada de proteínas;
  • exercícios de força adaptados ao paciente;
  • avaliação nutricional;
  • correção de deficiências;
  • acompanhamento da composição corporal;
  • progressão de dose compatível com a tolerância.

O objetivo não deve ser alcançar o menor número possível na balança em pouco tempo. Uma perda muito acelerada, sem controle da alimentação e da composição corporal, pode comprometer a qualidade do resultado.

Pacientes idosos, pessoas que já apresentam baixa massa muscular e quem passou por cirurgia bariátrica precisam de atenção especial.

O que acontece quando a pessoa para de usar a caneta emagrecedora?

Depois da suspensão, a fome e o apetite podem aumentar novamente.

Isso acontece porque o medicamento deixa de exercer sua ação sobre os mecanismos de saciedade e controle alimentar. Além disso, a obesidade continua sendo uma doença crônica, mesmo quando o paciente alcança uma perda importante de peso.

O reganho não significa necessariamente falta de força de vontade. O organismo possui mecanismos que favorecem a recuperação do peso perdido, como aumento da fome e redução do gasto energético.

Por isso, a retirada do medicamento precisa ser planejada.

O médico pode considerar:

  • tempo de tratamento;
  • peso alcançado;
  • presença de doenças associadas;
  • estabilidade dos hábitos;
  • resposta ao medicamento;
  • efeitos adversos;
  • risco de reganho;
  • possibilidade de manutenção;
  • necessidade de ajuste ou substituição.

Nem todo paciente precisará utilizar a mesma medicação indefinidamente. Porém, interromper de forma repentina apenas porque o peso diminuiu pode comprometer os resultados.

A fase de manutenção deve ser tratada com a mesma seriedade da fase de perda.

Por que a Anvisa alerta sobre o uso de canetas emagrecedoras sem acompanhamento médico?

O aumento da procura por esses medicamentos foi acompanhado pela ampliação do uso sem prescrição adequada, da venda clandestina e da divulgação de produtos sem registro.

Desde junho de 2025, medicamentos agonistas de GLP-1, como Ozempic®, Mounjaro® e Wegovy®, só podem ser vendidos com retenção da receita. A prescrição deve ser emitida em duas vias e possui validade de até 90 dias. A Anvisa informou que a medida foi adotada diante do número elevado de eventos adversos associados ao uso fora das indicações aprovadas.

A exigência da receita não transforma esses medicamentos em produtos proibidos. Ela reforça que precisam ser utilizados dentro de um tratamento acompanhado.

Vídeo: Anvisa emite alerta para uso de canetas emagrecedoras sem acompanhamento médico

Reportagem G1 Canetas Emagrecedoras

O alerta não significa que os medicamentos não sejam úteis. Semaglutida, tirzepatida e outros princípios ativos podem trazer benefícios importantes quando existe indicação clínica.

O problema está em situações como:

  • uso baseado apenas em recomendações das redes sociais;
  • compartilhamento da caneta com outra pessoa;
  • aumento da dose sem orientação;
  • compra de produtos sem procedência;
  • combinação com outros remédios para emagrecer;
  • ausência de acompanhamento dos efeitos adversos;
  • uso para finalidades diferentes das aprovadas;
  • abandono da alimentação adequada por falta de apetite.

A automedicação também pode atrasar o diagnóstico de condições que interferem no peso, como alterações hormonais, transtornos alimentares, distúrbios do sono e uso de medicamentos que favorecem o ganho de peso.

Canetas manipuladas ou importadas são seguras?

Não é possível considerar um produto seguro apenas porque ele é anunciado como semaglutida ou tirzepatida.

Medicamentos injetáveis exigem controle rigoroso de matéria-prima, concentração, esterilidade, armazenamento e aplicação. Falhas em qualquer uma dessas etapas podem trazer riscos.

Em fiscalizações realizadas em farmácias de manipulação, importadoras e distribuidoras, a Anvisa identificou problemas como uso de insumos sem aprovação, doses superiores às estudadas e deficiências no controle de qualidade.

Em abril de 2026, a Agência informou ter realizado 11 inspeções naquele ano, com oito interdições por problemas técnicos e falta de controle de qualidade. Entre os riscos identificados estavam falhas de esterilização, deficiência na rastreabilidade e utilização de insumos sem origem ou composição adequadamente comprovadas. 

A Anvisa também vem proibindo produtos vendidos na internet como agonistas de GLP-1, mas fabricados por empresas desconhecidas e sem registro sanitário. Nesses casos, não existe garantia sobre conteúdo, dose ou qualidade. 

Medicamentos sem registro no Brasil só podem ser importados excepcionalmente para uso pessoal, mediante prescrição e cumprimento dos requisitos sanitários aplicáveis. (Fonte: Serviços e Informações da Anvisa)

Comprar uma caneta por redes sociais, aplicativos de mensagens ou vendedores informais significa assumir riscos que não podem ser identificados pela aparência da embalagem.

Como identificar uma caneta emagrecedora irregular?

cuidados com canetas emagrecedoras irregulares e clandestinas

Alguns sinais devem aumentar a desconfiança:

  • venda sem receita;
  • promessa de resultado garantido;
  • preço muito abaixo do praticado no mercado;
  • produto enviado sem refrigeração quando ela é exigida;
  • ausência de nota fiscal;
  • embalagem com erros de impressão;
  • lote ou validade ilegíveis;
  • fabricante desconhecido;
  • rótulo em outro idioma sem identificação regular no Brasil;
  • divulgação apenas por perfis de redes sociais;
  • oferta de doses fracionadas em seringas sem embalagem original;
  • anúncio como “versão natural” de semaglutida ou tirzepatida;
  • vendedor que recomenda a dose sem conhecer o paciente.

Mesmo uma embalagem aparentemente legítima pode ser falsificada. Em caso de dúvida, o paciente não deve aplicar o produto.

O registro e as informações oficiais podem ser consultados nos canais da Anvisa. A farmácia responsável e o médico também podem ajudar a verificar a procedência.

Canetas emagrecedoras realmente funcionam?

Sim, podem funcionar quando existe indicação médica, escolha adequada do medicamento e acompanhamento correto.

Estudos clínicos mostram que semaglutida e tirzepatida podem promover redução significativa de peso em grupos específicos de pacientes. Contudo, os resultados médios de pesquisas não representam uma promessa individual.

A resposta depende de características clínicas, tolerância, adesão, alimentação, atividade física e continuidade do tratamento.

Também é importante definir o que significa “funcionar”.

Para alguns pacientes, o principal benefício pode ser uma grande redução de peso. Para outros, pode ser controlar a glicose, reduzir a circunferência abdominal, melhorar a pressão, dormir melhor ou diminuir o risco de complicações.

O medicamento não precisa levar a pessoa a um peso considerado ideal para produzir benefícios à saúde. Perdas mais moderadas já podem contribuir para melhorar condições associadas à obesidade.

Por outro lado, o tratamento precisa ser reavaliado quando não há resposta suficiente, quando os efeitos adversos são relevantes ou quando o paciente não consegue manter a estratégia proposta.

Como é feito o acompanhamento médico?

Antes do início, o médico investiga o histórico de peso, doenças, tratamentos anteriores, alimentação, nível de atividade física, sono, saúde emocional e medicamentos utilizados.

Também podem ser solicitados exames de acordo com o quadro clínico.

Durante o tratamento, são avaliados:

  • evolução do peso e da circunferência abdominal;
  • efeitos adversos;
  • tolerância à dose;
  • glicemia e outros marcadores metabólicos;
  • pressão arterial;
  • qualidade da alimentação;
  • hidratação;
  • funcionamento intestinal;
  • manutenção da massa muscular;
  • adesão à atividade física;
  • necessidade de ajustar outros medicamentos.

As consultas também ajudam a estabelecer expectativas realistas.

Nem todo paciente perde peso no mesmo ritmo. A dose não deve ser aumentada apenas para acelerar o resultado. Em algumas situações, manter uma dose menor por mais tempo é mais seguro do que avançar diante de sintomas importantes.

Qual é o papel da alimentação durante o uso das canetas?

A alimentação não perde importância porque o paciente está usando um medicamento.

Na verdade, a redução do apetite torna o planejamento nutricional ainda mais relevante. Como a pessoa passa a comer menos, cada refeição precisa contribuir para atender às necessidades de proteínas, fibras, vitaminas, minerais e líquidos.

A orientação pode ajudar a:

  • ajustar o tamanho das porções;
  • reduzir alimentos que pioram náusea ou refluxo;
  • prevenir constipação;
  • manter ingestão adequada de proteínas;
  • preservar massa muscular;
  • evitar deficiências nutricionais;
  • construir hábitos para a fase de manutenção.

Dietas muito restritivas podem até acelerar a perda inicial, mas aumentam o risco de fraqueza, perda muscular, compulsão posterior e abandono do tratamento.

Atividade física continua sendo necessária mesmo usando as canetas emagrecedoras?

Sim. A atividade física contribui para a saúde cardiovascular, o controle da glicose, a preservação da massa muscular, a mobilidade e a manutenção do peso.

Exercícios de força são particularmente importantes durante a perda de peso, pois ajudam a proteger a massa magra.

O plano deve respeitar as condições e limitações de cada pessoa. Pacientes sedentários, com dores articulares ou doenças cardiovasculares podem precisar começar de forma gradual e supervisionada.

O exercício não deve ser apresentado como punição pela alimentação nem como uma forma de compensar refeições. Ele faz parte do tratamento da saúde como um todo.

Quando procurar uma avaliação médica?

A avaliação é indicada quando o excesso de peso começa a afetar a saúde, a mobilidade, o sono, a autoestima ou a qualidade de vida.

Também vale procurar orientação quando:

  • tentativas anteriores resultaram em reganho;
  • há muita dificuldade para controlar a fome;
  • existem doenças associadas ao peso;
  • a pessoa pensa em usar uma caneta emagrecedora;
  • já começou o uso sem acompanhamento;
  • surgiram efeitos adversos;
  • o medicamento deixou de produzir o resultado esperado;
  • existe dúvida sobre semaglutida, tirzepatida ou outra opção;
  • há interesse em comparar tratamento medicamentoso, balão ou cirurgia;
  • o peso voltou a aumentar depois da suspensão.

A consulta não obriga o paciente a iniciar um medicamento. Ela serve para compreender o quadro e discutir as opções disponíveis.

Em alguns casos, a melhor estratégia pode incluir mudanças de hábitos e acompanhamento clínico sem medicação. Em outros, o tratamento pode envolver medicamentos, procedimentos endoscópicos ou cirurgia bariátrica.

Medicamento injetável não é o único tratamento para obesidade

As canetas representam uma possibilidade importante, mas não são adequadas para todas as pessoas e não resolvem todos os quadros.

O tratamento da obesidade pode incluir:

  • acompanhamento médico;
  • orientação nutricional;
  • apoio psicológico;
  • atividade física;
  • medicamentos injetáveis;
  • medicamentos orais;
  • balão intragástrico;
  • cirurgia bariátrica;
  • acompanhamento de manutenção.

A escolha depende do grau de obesidade, das doenças associadas, das tentativas anteriores, das preferências do paciente e dos riscos e benefícios de cada abordagem.

No artigo sobre tratamentos para emagrecimento disponíveis, é possível compreender melhor quando diferentes estratégias podem ser consideradas.

tratamento da obesidade com injetáveis em curitiba

O tratamento precisa fazer sentido para cada paciente

Os medicamentos injetáveis mudaram as possibilidades de tratamento da obesidade, mas não transformaram uma doença complexa em um problema simples.

Canetas como Wegovy®, Mounjaro®, Ozempic® e Ozivy® têm princípios ativos, doses e indicações que precisam ser compreendidos antes do uso. A escolha não deve ser feita pela popularidade da marca, pela experiência de outra pessoa ou por promessas encontradas na internet.

O melhor tratamento é aquele que considera a história do paciente, suas condições de saúde, seus objetivos e sua capacidade de manter o acompanhamento.

Se você ainda não sabe qual tratamento faz mais sentido para o seu caso, vale conhecer primeiro os principais tratamentos para emagrecimento. Depois, caso exista indicação, nossa equipe poderá avaliar se os medicamentos injetáveis fazem parte da melhor estratégia para você. 

Na Clínica Caetano Marchesini, quando há indicação médica, o tratamento para obesidade com canetas emagrecedoras é realizado de forma individualizada, com protocolos personalizados e acompanhamento contínuo de uma equipe multidisciplinar composta por médicos, nutricionistas e outros profissionais de saúde. A escolha da estratégia terapêutica é baseada nas características, necessidades e objetivos de cada paciente, sempre associada a mudanças no estilo de vida.

Assim, o objetivo não é apenas reduzir o peso, mas tratar a obesidade com segurança, acompanhar a resposta do organismo e construir condições para preservar os resultados ao longo do tempo.

Perguntas frequentes sobre medicamentos injetáveis para emagrecimento

O que são medicamentos injetáveis para emagrecimento?

São medicamentos administrados por via subcutânea que atuam em mecanismos relacionados à fome, à saciedade, ao esvaziamento do estômago e ao controle da glicose. Alguns são indicados para o tratamento da obesidade, enquanto outros possuem indicação principal para o diabetes tipo 2. Por isso, a escolha deve considerar o princípio ativo, o produto, a indicação aprovada e as condições de saúde do paciente.

Como funciona a caneta emagrecedora?

Os princípios ativos mais conhecidos imitam a ação de hormônios envolvidos no controle do apetite e do metabolismo, como o GLP-1 e o GIP. Com isso, podem reduzir a fome, aumentar a sensação de saciedade e fazer com que o alimento permaneça por mais tempo no estômago. A perda de peso acontece principalmente porque o paciente consegue diminuir a ingestão alimentar com maior controle do apetite.

Qual é a diferença entre semaglutida e tirzepatida?

A semaglutida atua nos receptores do hormônio GLP-1. Já a tirzepatida age nos receptores de GLP-1 e GIP. As duas substâncias podem contribuir para a perda de peso, mas possuem mecanismos, dosagens, indicações e perfis de resposta diferentes. A escolha não deve ser baseada apenas na média de emagrecimento apresentada em estudos.

Mounjaro é bom para emagrecer?

O Mounjaro® contém tirzepatida e pode promover uma perda de peso significativa em pacientes que atendam aos critérios de indicação. No entanto, não é necessariamente a melhor opção para todas as pessoas. O médico precisa avaliar contraindicações, doenças associadas, uso de outros medicamentos, tolerância aos efeitos adversos e possibilidade de manter o tratamento.

Ozempic é bom para emagrecer?

O Ozempic® contém semaglutida e pode levar à redução do peso, mas sua indicação principal está relacionada ao tratamento do diabetes tipo 2. Existem apresentações de semaglutida aprovadas especificamente para o controle crônico do peso. Por isso, o uso não deve ser decidido apenas porque o medicamento ficou conhecido como uma caneta emagrecedora.

Ozivy funciona para emagrecer?

O Ozivy® contém semaglutida sintética e pode influenciar o apetite e o peso. Entretanto, sua indicação aprovada deve ser respeitada. A presença da semaglutida não transforma automaticamente o produto em um medicamento indicado para qualquer pessoa que queira emagrecer. A decisão depende de avaliação médica e das condições clínicas do paciente.

Existe uma caneta emagrecedora brasileira?

Existem medicamentos injetáveis produzidos por empresas brasileiras, como produtos desenvolvidos pela EMS. No entanto, é necessário observar a indicação aprovada de cada apresentação. Uma caneta nacional registrada não deve ser confundida com produtos manipulados, clandestinos ou comercializados pela internet sem procedência comprovada.

As canetas emagrecedoras são seguras?

Podem ser seguras quando existe indicação médica, procedência regular e acompanhamento adequado. Ainda assim, podem causar efeitos adversos, principalmente náusea, empachamento, refluxo, constipação, diarreia e vômitos. Eventos menos frequentes e potencialmente graves também podem ocorrer, o que reforça a necessidade de acompanhamento durante o tratamento.

Quem pode usar medicamentos injetáveis para emagrecimento?

Em geral, eles podem ser considerados para pessoas com obesidade e para alguns pacientes com sobrepeso acompanhado de condições relacionadas ao peso, como hipertensão, diabetes tipo 2, alterações do colesterol ou apneia do sono. Os critérios variam conforme o medicamento. O desejo de perder poucos quilos, por si só, não significa que exista indicação.

Posso comprar uma caneta emagrecedora e usar sem acompanhamento médico?

Não é recomendado. O uso sem avaliação pode expor o paciente a contraindicações, doses inadequadas, interações medicamentosas e efeitos adversos. Também existem produtos falsificados ou sem registro sendo vendidos pela internet. Na Clínica Caetano Marchesini, quando existe indicação de uso de injetáveis para emagrecimento, são utilizados princípios ativos em protocolos personalizados, com acompanhamento médico e de uma equipe multidisciplinar da Clínica Caetano Marchesini.

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Perfil Dr. Caetano Marchesini Cirurgião bariátrico e disgestivo em Curitiba

Sobre o Autor:

Dr. Caetano Marchesini

Cirurgião do Aparelho Digestivo e Bariátrico

CRMPR 11.211 | CRMSP 182.066 |
RQE 5052 | RQE 5093 | RQE 19415

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